O Museu Ferroviário de Juiz de Fora ocupa o antigo prédio-sede da Estrada de Ferro Leopoldina, inaugurado em 1929, e integra o patrimônio cultural brasileiro, reconhecido e protegido pelos órgãos de preservação federal (Iphan), estadual (IEPHA) e municipal (COMPPAC). Seu acervo reúne cerca de 400 peças entre mobiliário, instrumentos de comunicação e trabalho, publicações técnicas, fotografias e equipamentos científicos, além de duas locomotivas a vapor originais expostas na área externa. O espaço é administrado pela Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa, em uso exclusivamente cultural, educacional e turístico.
Apesar de sua relevância histórica, o 2º pavimento do edifício encontra-se hoje subutilizado, com limitações estruturais e de infraestrutura que comprometem sua plena ocupação e colocam em risco a conservação do imóvel e do acervo. A ausência de acessibilidade universal, a degradação das fachadas e a inadequação dos espaços internos restringem o potencial cultural, educacional e econômico que o bem pode gerar para a comunidade.
Pensando nisso, a execução tem como objetivo promover o restauro e a modernização do 2º pavimento do Museu Ferroviário, bem como a recuperação das fachadas do edifício e anexo, mantendo íntegro o conjunto arquitetônico existente. As intervenções previstas incluem a revitalização completa das fachadas e coberturas, a revisão das instalações hidráulicas, a recuperação de pinturas e alvenarias, a recomposição do forro de gesso e a troca dos pisos, além da recuperação dos elementos externos da fachada. Está prevista ainda a instalação de um elevador de passageiros no hall da edificação principal, garantindo acessibilidade universal ao pavimento superior, e a adaptação da arquitetura interna para viabilizar seu novo uso.
O projeto está enquadrado na Resolução nº 6.021/2023 da ANTT, sob a linha de Recurso Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), e busca gerar impacto social, educacional e econômico: fortalecer o vínculo da população com o patrimônio ferroviário, ampliar o acesso de visitantes e turistas por meio de programas de educação patrimonial, e abrir espaço para futuras ações de formação e capacitação profissional. Ao devolver o 2º pavimento à plena utilização, a intervenção consolida o Museu Ferroviário como polo cultural ativo e vivo na cidade de Juiz de Fora.